Maurício Penedo

Maurício é Historiador formado e já fez de tudo na vida, desde vendedor até estagiário de jornalismo. É apaixonado por todos os esportes possíveis e imagináveis, e procura acompanhar todos, mas tem no futebol sua grande paixão. Blogueiro desde 2007. Falando de Sport Club do Recife, é algo que transcende totalmente o amor por esportes. Afinal, o Sport é “mais que um clube de futebol, é uma religião”.

 

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Muitos Começos.

O jogo do Sport, no próximo sábado, contra a Ponte Preta, na Ilha do Retiro, poderá marcar muitos começos e recomeços dentro do clube. Mazola, Marcelinho Paraíba e o próprio Sport estão envolvidos nisso. Como?

Mazola tem a chance da sua vida de tornar um treinador conhecido – e reconhecido – dentro do cenário do futebol nacional. Apesar de já ser experiente dentro do mundo da bola, tendo rodado por clubes brasileiros como auxiliar e como treinador de categorias de base, seu nome passa longe da boca de torcedores. Agora, efetivado, de casa nova e carro cedido pela diretoria do Sport, Mazola tem carta branca para comandar o Sport sob suas convicções e escolhas táticas. Mesmo com as vitórias, o termo “interino”, no Brasil, soa pejorativo. Parece que você não tem capacidade suficiente. É um reles tapa-buraco.Quando aparece a palavra “efetivado”, os olhos mudam. O apoio e a cobrança também. A chance foi dada.

E por essa chance, o próprio Sport também passa por um recomeço. Se desde a saída de Nelsinho a torcida convive com um futebol de filosofia defensiva – salvo raríssimos jogos – onde o mais importante é não perder, isso parece estar mudando justamente em virtude do modo do novo treinador de olhar futebol. Um time que marca sob pressão, que busca abafar o adversário ainda em seu campo de defesa. O Sport, depois de anos de covardia, pode estar voltando a ser Sport.

E Marcelinho Paraíba, depois de sua mágica estréia na Ilha, quando encantou a todos, caiu num poço de ostracismo. Os motivos não cabem aqui, mas se ele repetir o comprometimento e vontade que eu vi no coletivo desta quarta-feira (06/07), a torcida terá, enfim, motivos para jogar junto. Torcedor odeia vaiar seu próprio time. Ele quer motivos para o contrário.

Esses vários fatores podem ser o começo dos motivos.

Vamos ver.

Maurício Penedo.

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